ajudar o seu próximo e nós tínhamos como missão além das atividades de aventura e lazer, reformar uma casa de apoio às crianças pobres doentes de câncer que se tratavam no Hospital do Câncer de Barretos, a Casa do Vovô Antônio. E com certeza essa pra mim foi a melhor parte da atividade.

Nós fizemos trabalhos importantes e troca de telas e janelas, pintura, reparos e concertos e pequenas obras. Havia cerca de 400 pioneiros, divididos em equipes. O vovô Augusto em pessoa foi nos agradecer sobre a importância do que fizemos e de como eles estavam necessitando daquilo, já que não havia nenhum apoio do governo.

      Mas essa ainda não foi a parte que me tocou. O que fez dessa a melhor atividade da minha vida foi o contato com as crianças. Nós também  levamos a eles um dia escoteiro, com muitas canções e jogos comuns no movimento. Todos nós fomos pra lá com a ideia que teríamos que ser cautelosos com a situação delas.  Mas fomos surpreendidos com uma alegria contagiante.  Impressionou-me muito a vitalidade daqueles pequenos, mesmo muitos com impossibilidades e complicações. Todos eles foram incríveis, e como podiam, brincavam e interagiam. Tocou-me que apesar de uma luta diária por sobrevivência, eles lidam com isso sorrindo, perseverantes. Tão pequenos, tão inocentes de tudo e  ao mesmo tempo bravos e felizes, verdadeiramente felizes.  Um garotinho que passou o dia todo brincando comigo tinha câncer de pele. Ele não podia se expor por sua sensibilidade. Ao fim do dia ele me perguntou como fazia pra ser escoteiro. Aquilo me marcou muito, pois, dificilmente ele poderia participar de uma atividade com tantas limitações. Mas eu disse pra que quando ele saísse dali, que pedisse a mãe dele, pois com certeza teria um grupo na cidade dele, e que é muito legal. Então eu peguei o chapéu que nós ganhamos do evento e dei pra ele. Eu disse que ele já fazia parte dos escoteiros, e ele ficou visivelmente feliz com aquilo, ali eu ganhei o meu dia.

     Era ano de vestibular e tudo parecia muito difícil e injusto. Eu notei o quão ingrato eu era, por muito pouco reclamamos,  enquanto deveríamos agradecer.  E vi que deveria ser grato apenas pela possibilidade de poder tentar de novo em tudo que eu viesse a fazer. Eu passei a olhar pras coisas com mais cuidado, valorizar aquilo que é realmente caro pra vida, pras coisas que o tempo não permite que tenhamos de novo, e viver atento a não dar bola pra problemas pequenos. E nem pros grandes, pois com determinação e vontade nada é incontornável. O Vovô Antônio nos agradeceu muito, mas a verdade é que nós quem mais ganhamos ali, com o aprendizado e o carinho de todos aqueles jovens, que eu carrego na memória e lembro em todas as minhas orações.

      Naquele mesmo evento eu fui investido, e ganhei a Insígnia da Cidadania, não poderia ter sido mais marcante. Os melhores momentos cercado das melhores pessoas. Como foi bonito ver todos aqueles pioneiros juntos trabalhando ali por que acima de tudo nós gostamos disso, pessoas tão distintas, de culturas das mais diversas unidas pelo mesmo ideal. Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião e obedecer a lei escoteira.

Um acampamento que vale por 100.

           

           Um acampamento que vale por 100. Vale por 100!

           Não poderia deixar e relatar a história da minha melhor atividade escoteira.  Foi o Acampamento do Centenário do Escotismo Paulista, realizado em Barretos em 2014.

    Era pra ser um acampamento de lazer, onde encontraria meus velhos amigos de São Paulo, o que já seria por si uma coisa fantástica; mas se tornou um marco de mudança da forma com que lido com as coisas, e vejo a vida.

    Foi uma atividade onde nós tivemos atividades muito divertidas! Jogos com tinta, tirolesa, escaladas, tiros com bestas e arco e flecha. Tinha também bases de radio amador, onde nos comunicávamos usando os códigos CIS, e aprendemos a importância do rádio pra operações de emergência, e como os escoteiros poderiam ajudar em casos de calamidades. Pela noite teve comida da roça, e uma festa com muita música! E também uma visita ao Museu do Peão, dentro do Parque do Peão de Barretos, onde aprendemos a história dos famosos rodeios e sobre como os bois são tratados.

     Sabemos que o ramo pioneiro tem como lema o Servir, ser útil e

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